Blog criado em Maio de 2010 para a produção textual sobre música, som, tecnologia e ciência da informação e casualmente política.
Comentário ofensivo e oriundo de perfil falso(como muitos) será deletado.
Contato 98816 4535 whatsapp ou maurowermelinger@gmail.com
De fato a década 50 com os Beats,o Bebop, o Rock and Roll nos 60...o início da contracultura em meados nos anos 60...E a explosão definitiva de uma década inteira criativa, os anos 70 mudaram o mundo e até hoje ecoa.
Dos anos 80,90, 2000 Quase ninguém se lembra.
Será que vão contar algo de revolucionário da década de 80 em diante??
Os beats iniciaram a revolução com sua literatura e o seu inconformismo...os anos 60 com sua rebeldia...Entre o final dos anos 60 e adentrando a década 70, LIGARAM A REVOLUÇÃO.
Na década de 80, a força-motriz de toda essa eletricidade começava a perder força...Nos anos 90 entrando em curto-circuito...
Na entrada do número 2 com mais três zeros...O blecaute começou a dar sinal de vida.
Em 2017 a luz de vela tentando iluminar o que sobrou...Depois ninguém sabe.
Três décadas de construção criativa(50/60/70)
80 uma década transitória;
90/2000 a desconstrução caminha...2017 a derrocada é cada vez mais forte.
Fevereiro...Os anos 50 renasce como a madrugada que chega ligando e energizando a mente....
Uma estrada remete ao CCBB, a invasão Beat toma de assalto as salas de cinema, veteranos e novatos numa comunhão e logo nomes como Kerouac, Ginsberg, Corso, Ferlinghetti, Burroughs surgem...O clima é outro durante cada projeção...Jazz, Bebop, dita o ritmo, o clima enfumaçado, a estrada, o portal do tempo para "On the road"...Ao som do berrante de Gary Snyder anuncia cada sessão...o tempo para dentro da sala... Fevereiro o mês que não tem fim...Um carro para em frente ao CCBB é Neil Cassady que chega agitando e falando sem parar...O público atônito...Do outro lado em frente a Candelária o ônibus "Further" estaciona e tudo parece uma viagem lisérgica com Ken Kesey fazendo barulho no hall do CCBB os Merry Pranksters alegrando tudo ..A projeção continua ..Renata Borges não acreditando no que estava rolando... Jennifer aparece com aquela caras e bocas, um tal de Mauro Wermelinger sentindo que tudo fazia parte desse movimento de escritores e poetas...Roberta Sauerbronn pulando de alegria.... É o efeito da Mostra Geração Beat que segue sua estrada.
Saiu agorinha enquanto assistia o documentário Jack Kerouac, o rei dos Beats.
Como o protagonista desse perfil é um cidadão universal de passagem pelo Planeta Terra, ele mesmo resolveu contar sua origem.
Diário de bordo.
Data Estelar 20/02/1975
Sou oriundo do Planeta PSYCH OUT da galáxia Woodstelação, Colado no Planeta Ginsberg cercado de estrelas dos habitantes Kerouacianos, Burroughsnistas, e Ferlighensis.
Fica anos-luz desse Planetinha egoísta chamado Terra. Lá o guardião do universo Thimotius Learys cuida de tudo.
Ando bem ocupado terminando alguns lances sérios por aqui e tenho visto a Mostra Geração Beat
Em tempo: Esse Planeta não tolera fundamentalista sonoro. vão direto para o PLANETA REACIONARIUS I com o terrível Imperador MICHELIUS TEMUS.
De fato a história da contracultura americana é fascinante.
Um movimento social criado a partir dos anos 50 pela chamada Geração Beat, com a santíssima trindade dos poetas beats:Jack Kerouac, Allen Ginsberg e Willian Burroughs e na esteira outros escritores beat.
Michael McClure, Gary Snyder que tocou o berrante durante o I Encontro das Tribos no Golden Gate Parque, em 1967, Gregory Corso, o poeta negro LeRoi Jones, Anne Waldman, Lawrence Ferlinghetti entre outros.
Até a chegada da Feira de Arte e Música de Woodstock, antes um pouco o Festival de Folk&Jazz de Newport, Monterey...
Essa essência permeia até hoje em todas gerações.
A Mostra Geração Beat no CCBB entre 08 e 26 de Fevereiro, resgata naquele ritmo do bebop toda a sua essência.
O Beat vive..
Curiosidades da Geração Beat:
Jack Kerouac levou três semanas para escrever a bíblia beat "On The Road"
E para isso, ficou sete anos viajando "NA ESTRADA".
Outro dado curioso.Neal Cassady, nunca dormia, emendava trabalho com noitada, não comia, falava o tempo todo, quase sem parar...
Impressionante foi encontrado morto num trilho de trem no México.
A poetisa Anne Waldman do movimento beat da época aparece dando o seu depoimento no documentário: William Burroughs-Um retrato íntimo.
Em 1984 algo incrível aconteceu:
Finalmente, "ON THE ROAD" é lançado no Brasil e outros clássicos da literatura beat.
O protagonista desse perfil tinha 24 anos e começou a sua imersão por essa literatura...Nada mal.
Tendo em vista que hoje ele tem 56 anos. Agradecimento: Muito bom saber que esse documentário ´postado pelo protagonista desse blog tem servido de base para trabalho acadêmico. O blogueiro agradece.
Como sempre relato:Estive no momento certo, no ano correto, na hora certa e com as
pessoas idem.
Do
nada já fui chamado do Profeta do Som, de Professor Aloprado, teve uma época em
que fui Mauro Rock, De Enciclopédia Ambulante do Som. Recentemente virei o
Freud do Som, segundo a amiga da Claudia Rezende kkkk.
Devo
realmente entender do assunto ou servir para algum propósito em relação a
educação musical e ao Som.
Ainda
bem que não virei especialista, colecionador ou fã... Seria aquela merda...
A
famosa tríade da imbecilidade do som e da música
Participei desse documentário realizado pelo filho do Glauber Rocha, Eryk Rocha, editei essa parte em corte seco.
E esclareço que fui participei intensamente do PT na época do movimento "Diretas Já" e votei todas as vezes no Lula para Presidente...E hoje...Estamos como sempre à deriva.
Apareço no final dessa edição
Em tempo, estive presente sempre como câmera e pude registrar o momento em que Ulysses Guimarães e Lula pleiteavam pelas Diretas já, em plena Candelária.
Apenas esclarecendo aos incautos(as)
Estar no PT naquela época era como estar numa espécie de Woodstock Politico, era uma massa indo para uma direção de liberdade, ampla, geral e irrestrita.
Nunca pensei que o Brasil se transmutasse nessa ZONA.
Muito triste ver um Pais tão rico e ao mesmo tão pobre...Por conta do Crime Organizado do Estado Brasileiro.
Com tudo isso, ainda sou um idealista, acredito no poder da camaradagem entre os povos e o fim de qualquer tipo de pré ou preconceito sob toda a esfera da sociedade.
Creio que até hoje e tenho certeza que vou terminar assim...Movido pelo espírito que começou em 1969, naquele Festival que congregou a NAÇÃO WOODSTOCK.
Como nasci em 1960. Peguei uma puta carona nessa vibração toda...E NELA QUE ME BASEIO ATÉ HOJE.
Não do lado louco...E SIM., NO PODER DE AGREGAMENTO ENTRE OS POVOS PARA O BEM DE TODOS.
cidadão universal,planeta terra
Sobre o autor.
Nascido em 1960, no dia 10 de dezembro, esse sagitariano percebeu algo com dez anos de idade que uma energia andava solta pelo Rio de Janeiro e precisamente em Jacarepaguá onde tudo começou a música e os movimentos sociais gerados por ela logo entrou na sua vida de uma maneira completamente pessoal, abriu-se um pavilhão sonoro sem precedente dentro desse garoto que apresentava tão pouca idade e a busca na compreensão desse universo Deu-se o processo de iniciação... Da vida com computadores na década de 80, até o presente momento, o autor nunca parou de divulgar a tão criativa década de 70 e as suas formas estéticas.
Com a máquina Olivetti Lettera 22 presenteada pelo seu avô Trajano Brandão que os anos 70 foram contados dessa forma em textos, ensaios, crônicas, ficha técnica e tudo isso permeado com discos, fita cassete, do analógico ao digital, sua visão sobre os anos 70.
Hoje com advento da Internet e mais o editor de texto do word, a situação ficou melhor.