domingo, 28 de setembro de 2014

Ainda sobre o Soft Machine

O Soft Machine foi além dos paradigmas impostos pelo jazz-rock progressivo dos anos 70. Músicos arrojados na concepção dos temas com base na improvisação livre. Sofreu poucas modificações ao longo da sua trajetória puramente instrumental.
Mike Ratledge nos teclados, Robert Wyatt e John Marshall na bateria, Hugh Hopper e Roy Babbington no baixo, Elton Dean e Karl Jenkis sax.
O grupo gravou vários discos ao vivo e sempre demonstrando alto grau na improvisação coletiva.
Traço um paralelo com Hermeto Pascoal com a formação que elevou suas composições, altamente criativa ao mais alto grau de improvisação coletiva com a formação que estabeleceu-se entre 1981-1993.
Gerando alguns discos arrojados e concertos pelo Brasil e pelo Mundo. Foi nessa época que foi concebida a primeira dissertação sobre o período citado intitulada "A MÚSICA EXPERIMENTAL DE HERMETO PASCOAL E GRUPO(1981-1993) Concepção e Linguagem- Luiz Costa Lima Neto(abril 1999).


 https://www.youtube.com/watch?v=CKDuevCr90Q




domingo, 21 de setembro de 2014

PASTORIUS, um breve comentário- 27 anos.



Pastorius, um breve comentário:
Ainda lembro-me muito bem...corria os anos 80...já havia visto os meteorologistas em ação no RIO JAZZ MONTERREY FESTIVAL, no Maracanãzinho..e praticamente vi e ouvi ao vivo o disco duplo 8:30...clássicos da era fusion Pastorius Teen Town, Scarlet Woman, Slang, Birdland, A Remark you made, Black Market...o ar sonoro respirava sem auxílio de oxigênio tamanha a qualidade dessa atmosfera...os anos 80 seguia...No dia 21 de setembro de 1987 já bem habitué da usina sonora do Hermeto Pascoal, soube pela manhã cedinho...custei a acreditar que um segurança de uma boate em Fort Lauderdale tinha ceifado a voz única e moderna do baixo elétrico sem trastes...JACO Tinha sido convocado às pressas para fazer as linhas de baixo da BIG BAND CELESTIAL.
O RESTO ENTROU PARA OS ANAIS DA ERA PASTORIANA DO BAIXO ELÉTRICO. 01/12/51+21/09/87- 27 ANOS DEPOIS seu baixo continua ecoando nas ondas da WWW.











domingo, 14 de setembro de 2014

Sobre Jovino Santos Neto...um pequeno texto.





Jovino trilha sempre pela contramão dos caminhos propostos pelos pianistas. Com formação universal pela Escola Hermetiana Hermeto Pascoal. Parte sempre do nada e com a mente livre e altamente concentrada, tece linhas interessantes com acentuação pontuais na mão esquerda e sempre frisando a rítmica. Com a mão direita percebe-se a brasilidade e mesmo residindo em Seattle, completados recentemente 21 anos, não adquiriu o sotaque da música americana calcada no jazz e suas vertentes.
Nesse pequeno vídeo, alta produção de imagem e som reflete bem a sua proposta de som e a estética puramente Joviniana.




sábado, 6 de setembro de 2014

Sobre os discípulos da Usina Fusion de Miles Dewey Davis III

A usina fusion de Miles Davis, gerou vários construtores sonoros de uma linguagem universal e altamente instigante.
Chick Corea que enveredou entre o som fusion mesclado com flamenco e o latino.
Keith Jarrett preferiu o elemento acústico e lançou-se em um voo solitário e com o seu trio.Primeiramente, com Paul Motian na bateria e Charlie Haden no baixo.
Em seguida, um longo casamento sonoro completado com Gary Peacock no baixo acústico e Jack DeJohnette na bateria.
Jack DeJohnette colocou sua bateria à serviço de grandes projetos musicais desde do selo ECM com o seu Special Edition, até a extensa participação nos grandes combos do jazz contemporâneo.
Airto Moreira, que colocou a percussão brasileira nos anais do jazz fusion-latino.
E Dave Holland que ao meu ver é o mais contemporâneo e cerebral dentre eles.
Da época do "Do melhor som depois do silêncio" passando pela Dave Holland Big Band, Dave Holland Quartet, Dave Holland Quintet e no seu atual projeto PRISM
Jazz contemporâneo sem o menor pudor instrumental.


terça-feira, 5 de agosto de 2014

SOBRE O QUE PENSO DO SOM

A música vai muito além do gosto disso e não gosto daquilo...Fulano toca mais...beltrano toca menos...o jazz é tudo...rock é melhor...que nada MPB que é o grande lance...nada disso...prefiro progressivo...blues é mais simples...A música erudita é a mais pura...

TUDO ERRADO...A música vai muito além disso: Requer estudo, dedicação, imparcialidade sonora, inventividade e amadurecimento. ISSO LEVA TEMPO E BOTA TEMPO NISSO.
E UM PÚBLICO EDUCADO A OUVIR O QUE ELA TEM DE MELHOR...
TEM MUITO MÚSICO...E POUCA MÚSICA...

  • Mauro Wermelinger Mais importante do que conhecer o trabalho de um artista(no caso) o músico é ter capacidade de entender a sua proposta musical.
    Não creio que muitos tenham desenvolvido esse tipo de percepção. Isso leva tempo...horas e horas ouvindo, pesquisando, discu
    tindo e tal...tal...tal...
    No meu tempo, ouvia-se sons de 20 ' ou mais...hoje soa tudo tão rápido que mesmo o cara não estando nos seus melhores dias O PESSOAL APLAUDE...é tudo ligado no automático...Os sons passam e quase nada foi captado...Somente o momento. As pessoas falam demais nos lugares, ostentam pelo valor pago no ingresso, ficam com aquela ar posudo, sorrindo sem parar...discute-se de tudo...menos o som em questão.

    Nessa seara tem a turma que realmente sabe ouvir e entender a introdução do tema, desenvolvimento do improviso e a conclusão final.

    É assim que procede-se em todas as esferas da arte pura.



    Para mim tem o mesmo valor em ouvir De Hermeto Pascoal a Led Zeppelin.
    De Keith Jarret a Black Sabbath.
    Do Deep Purple a Mahavisnhu Orchestra.
    São não curto aquela onda do rótulo, gosto disso e não gosto daquilo, fulano toca mais do que sicrano.
    Tudo uma tremenda babaquice...
    GOSTO DE SOM...E PONTO FINAL.
      
     Engraçado que teve um tempo na minha vida que era conhecido como o cara do jazz, do Hermético Hermeto...nunca fui nada disso..SOU DO SOM...SIMPLES ASSIM...



    Sou eternamente grato pelo som que sempre ouvi...Foi por ficar dentro de um quartinho 2x2 em Jacarepaguá, que livrei-me de todas as mazelas do mundo
    Consumo desenfreado , vícios, vida mundana, modismo.conversa fiada, ócio, inveja...ao contrário disso resolvi propagar o conhecimento, a boa apreciação musical e sem querer e quase que naturalmente...TEM SIDO ASSIM.
    E com o advento da WWW ficou evidente que a minha missão é essa.
    E vamos em frente que atrás vem som...


  • Myriam Hudson Perfeito, Mauro! Sinto isso no meu dia-a-dia de admiradora das artes, principalmente da música.
     1
  • Roberto Rutigliano muito bom...vou enviar para um ex-aluno roqueiro..

quarta-feira, 30 de julho de 2014

EXISTE O SOM

Existe ainda som de qualidade nesse lamaçal sonoro que encontram-se o mundo musical.
Isso não é somente um problema do Brasil, e sim, um problema Mundial.
O som tem sido na maioria das vezes nivelado por baixo. Falta compositor, composição, sobram músicos capacitados, alguns meramente cópias dos seus prediletos, outros que andam acima da linha do gráfico em supremacia sonora criativa. Em uma outra esfera um grupo deles acham-se superiores em tudo que fazem e menosprezam os trabalhos de colegas de profissão e assim o que fazem soa um tanto insosso que chega a dar sono zzzzz.

A música precisa de algo muito mais que o supracitado é preciso de construtores sonoros de uma linguagem sempre criativa e um público educadíssimo para diferenciar o segmento original de um mero musicista que faz do seu som um mergulho ao universo nefasto da Egotrip.
Pois, eu já estou de saco cheio diz que Deus, diz que dá, diz que Deus Dará...não vou duvidar o nega...Deus dará, Deus Dará...

É isso aí..



 Adendo por Adão Rodrigues.

O músico novo precisa estudar. Os gênios nasceram e já morreram. Tudo que tentarem fazer aqui agora, vai ser cópia. Nem releitura, que tem valor artístico, mas não tem novidade, irá sobreviver. Vejo um árduo e distante caminho se desenhando, mas é uma semente! A música na vida das crianças! Começando na escola… entre matemática, geografia, história, ciência e outros trecos. A verdadeira música vai voltar, tenho fé em Deus!


sexta-feira, 25 de julho de 2014

Sobre o tal papo do Concerto do ano...


Pegando a conversa de um amigo:

Todo artista ou forma de arte tem essa velha máxima
"O CONCERTO DO ANO"
" O FILME DO ANO"
E não sei mais o quê do ano.
Ou aquele papo de: o meu som é o melhor...Com essa banda não tem pra ninguém, faço a melhor música do mundo...e tal...tal...tal...
Tudo CF(Conversa fiada)
Muitos do que propagam isso, sabe-se lá se o seu som vai ser lembrando daqui um ano, quanto mais daqui uma semana.
E por muitas vezes no dia seguinte já caiu numa quase totalidade de esquecimento.

Claro que isso puro marketing, todos falam assim das suas produções.
Nesse mercado da arte existe uma falsa impressão que todos se dão bem e que respeitam-se.
O que não reflete a verdade- É sempre um menosprezando o trabalho do outro via terceiros.
Muito comum no meio musical esse tipo de comportamento.
É um mercado altamente predatório.Por trás de um aperto de mão ou um abraço Existe uma dose de inveja de ambos os lados e um torcendo para algo dar errado.
Certamente, temos sempre aquelas boas e excelentes exceções.

TENHO DITO.

Mauro Wermelinger, alinígena do PLANETA PSYCH OUT que vê tudo isso uma grande bosta...








Uma coisa é certa nesse mercado predatório da música em especial a instrumental nunca me enganou.
Por trás, daquele sorriso idiota que o músico esboça (não são todos) existe um somzinho chato de doer e uma vontade imensa que de estar um no lugar do outro ou sei lá mais o quê.
UM DIA REVELO A VERDADE DOS BASTIDORES...XIIIIIIIIIII QUE MEDA!!!