segunda-feira, 19 de outubro de 2015

AOS CAMARADAS ZAPPEIROS

Zappa...inspirado na tema "Black Napkins", teço essas linhas sobre o mestre que um dia, seduziu-me com os discos Waka Jawaka, Hot Rats, Apostrophe, Overnite- Sensation e tal...tal...tal.
O Live in New York de 77, foi o nivarna para o mundo Zappaniano.
Dos anos 70 venho Zappaniando pela estética Zappatesca e atraindo Zappistas, Zappeiros pelo mundo dos três W.O discurso sonoro do escultor de esculturas sônicas tocou e compôs sem parar ao longo da sua existência.
Para amenizar as agruras do dia-a-dia, acalentar a alma e apaziguar o espírito nada mais salutar que FRANK ZAPPA, em doses diárias, em overdose incessante do seu som.
Zappa faz parte da vida(pelo menos na minha), são mais de 40 anos ouvindo o seu som.
Zappa faz parte da vida e não tente viver sem ele.

domingo, 18 de outubro de 2015

YOUTUBE- O REPOSITÓRIO AUDIOVISUAL

A cada link encontro um som...que remete-me a outro, que indica um som posterior, que me leva a outros links, caminhos sonoros sendo construído com facilidade, como um GPS audiovisual ele vai indicando, sugerindo, assista de novo, recomendando, um cara postou algo cerca de dez minutos...outro atualizou seu canal... notificações chegam como a chuva que não cai no Rio de Janeiro... chuva virtual, digital, em HD.
Documentários, entrevistas, curiosidades, canais científicos, ciência, ciência da informação, tecnologia de informação...esse repositório é incansável...anos e anos, dia após dia, hora por hora...segundos...minutos, incessantemente ele parece ter vida própria, no motor de busca, a palavra chave perfeita e a informação é buscada e recuperada...
Esse texto é dedicado aos usuários que trabalham sem parar em prol de manter o repositório do Youtube funcionando 24 horas e ao GOOGLE por manter tudo isso no ar.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

1980...ANO QUE VI JACO E OS METEOROLOGISTAS IN LOCO.

Vinha daquela onda toda do Primeiro Festival de jazz em Sampa, 1978. Pude ver os mestre do jazz contemporâneo como Stan Getz, Dizzy Gillespie e os expoentes da era fusion como Chick Corea, Larry Coryell e Phillip Catherine, Joe Farrel que veio tocando no grupo do Chick Corea, Grupo Um e Márcio Montarroyos como convidado, a banda elétrica de John Mclaughlin e a grande jam com Hermeto, Corea, Mclaughlin e Stan Getz, tendo como base o grupo do Hermeto que na época contava com Jovino Santos Neto, Itiberê Zwarg e Nenê na bateria e o grande Pernambuco na percussa.
Ou seja, vinha de uma carga incrível de sons e concertos e ainda respirava aquela atmosfera gerada nos anos 70.
          Pois bem, vivia a década transitória e ainda plena ditadura militar que abrandava por essa época e as coisas estavam acontecendo em prol da cultura e do som de qualidade e como sempre estava presente nos concertos onde o som acontecia e soube que aconteceria o Rio Jazz Monterey Festival dentro das dependência do Maracanãzinho. O festival iria ocorrer entre os dias 14 a 17 de agosto de 1980.      
         E preparei-me para ver na quinta-feira dia 14 John Mclaughlin e Christian Escoudé e o tão aguardado WEATHER REPORT tocando na integra do disco duplo ao vivo 8:30, e lá fui eu com 20 anos de idade ver o Jaco em ação com Wayne Shorter, Jose Zawinull, Peter Erskine e Robert Thomas Jr na percussão...E fui arrebatado por temas como Scarlet Woman, Teen Town, Birdland,  "Badia/Boogie Woogie Waltz", "A Remark You Made" e finalmente o tão aguardado baixo solo de Jaco, a clássica "SLANG".  Ai jurava que estava numa dimensão paralela devida a qualidade emanada pelo grupo e mesmo com a sofrível acústica do local tudo soava com uma precisão e com aquela qualidade de disco de estúdio.
          Jaco com aquele Fender Jazz Bass descascado, sem trastes, plugado com chorus, delay, overdrive elevou o instrumento aos píncaros da inventividade em quatro cordas. Estava muito perto do palco completamente vidrado nos "meteorologistas" que fizeram chover som e texturas timbristicas nunca antes ouvida e vista em Terra Brasilis.
           E no dia 21de setembro de 1987, pela manhã, Jaco tinha partido para outro mundo e uma parte do meu som também findou-se .Tinha 27 anos.

John Francis Anthony Pastorius III foi-se e deixou seu legado.

 

 


terça-feira, 1 de setembro de 2015

MÚSICA INSTRUMENTAL BRASILEIRA?? OU, APENAS UMA MÚSICA SEM LETRA???


Se na década transitória dos anos 80, a música instrumental produzida no Rio de Janeiro, virou moda, muito por conta de grandes projetos como "RIO INSTRUMENTAL" no Parque da Catacumba, "Segundas Instrumentais" no Teatro Villa-Lobos. Muito embora boa parte vinha travestida de uma fórmula de apelo fácil com "teminhas" tipo Berkeley Sound" ou aquela fórmula funkeada do Lee Ritenour, Dave Grusin, Larry Carlton entre outros.A turma que pegou a carona nessa mesmice se deu bem e deitaram e rolaram nos clichês repetidos "ad infinitum".

            O verdadeiro som vinha de outras origens como Zerró Santos, Alquimia, Divina Encrenca, Grupo UM, isso sem contar os concertos antológicos do Hermeto e Egberto no Parque Laje, além do Marcos Resende e o GRUPO INDEX com Sizão Machado e Wilson Meireles, Arrigo Barnabe, Grupo Pé-ante-pé, 
Enfim, logo isso cansou e tudo caiu na mesmice que arrasta-se até hoje.
Como vi isso tudo in loco posso afirmar as palavras acima.  

E com isso,boa a parte do som de hoje já nasce morto...alguém vai lembra-se dele daqui a pouco.??..depois...??? duvido...Eu não lembro.
Tenho muitos amigos músicos e dos bons..o problema que mal consigo passar da primeira faixa daquilo que produzem...soa chato de doer...No palco a situação fica um pouco melhor, e com raríssimas exceções conseguem fazer algo que chamo de SOM. E o mais interessante é que acreditam piamente no que produzem, vai entender.
 Segundo, Osmar Günther,  O artista tem que passar a mensagem, se comunicar, passar emoção, interpretar. Hoje temos instrumentistas muito bons tecnicamente, estudados, preparadíssimos, com instrumentos de 1a. linha, com tudo que é recurso disponível, mas falta-lhes o principal. Poucos fazem a diferença.


  É a famosa música instrumental brasileira, sem pegada, sem tesão...Enfim, uma trepada mal dada.
É isso ai, bichos...

terça-feira, 25 de agosto de 2015

MAIS GRUPO UM.


A estética sonora proposta pelos irmãos Nazário, Lê-se Zé Eduardo Nazario e Lelo Nazário acertou em cheios várias vertentes do som mais elaborado e caiu nas graças da turma do jazz fusion, do fechado e seleto grupo de pessoas do rock progressivo, fez a cabeça de quem procurava um som instrumental brasileiro que não fosse nem tão hermético como a escola Hermeto Pascoal e nem tão contemplativo como o som Gismontiano. O GRUPO UM, soube com sabedoria mesclar todos esses universos sonoros propostos no final da década de 70, e o inicio dos anos transitórios dos 80.

Dedicado aos protagonistas que passaram pela ESCOLA VANGUARDISTA DO GRUPO UM:Mauro Senise, Félix Wagner, Teco Cardoso, Rodolfo Stroeter Zeca Assumpção, Frank Herzberg e Carlinhos Gonçalves(percussão)
         

  • Se existiu a Escola do Hermeto, criativa e altamente brasileira, O GRUPO UM tratou de ir no sentido antagônico dessa Instituição sonora, criaram um viés muito original.

  •  Essa "Europearização" do GRUPO UM e a capacidade inventiva e técnica dos seus músicos criaram um respiradouro da música instrumental brasileira genuína.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

A MISSÃO...

FATO:
A internet suprimiu a supremacia dos que detinham a informação e com um forte sentimento de posse a guardou consigo.
Com o advento dos Torrents, a situação começou a mudar....E quando o YOUTUBE foi criado, o monopólio acabou de vez.
Hoje a minha geração recorda um passado sonoro e tão presente, encontrando pérolas setentista que supostamente eram dadas como perdidas.
As novas gerações recuperam e tiram o seu atraso por uma década não vivida.
É O LEGADO DEIXADO PELA INTERNET.
E se tudo isso continuar pelos próximos 20, 30...ou quarenta anos que venha outro Mauro Wermelinger para continuar a disseminar isso tudo.
É a minha missão.

 E se me perguntam como ouvi isso tudo...ELDO-POP é a resposta..Big Boy Rides Again...fez a cabeça da minha geração via ZYZ 22 em 98.1 mhz.
E mais o programa 60 MINUTOS DE MÚSICA CONTEMPORÂNEA- JB AM.


ATESTO E DOU FÉ.

domingo, 9 de agosto de 2015

DESABAFO DE UM ZAPPÓLOGO

Desabafo:
Quando Zappa se foi fiquei apático por alguns instantes...Ainda morava com os meus Pais e lembro-me que tinha ouvido pela enésima vez o disco Zappa Live in New York de 77.
Trabalhava no Banco de madrugadão e quando cheguei em casa pela manhã... deitei e dormi um pouco.
Era o dia 4 de dezembro de 1993...faltando seis dias para completar 33 anos.

E logo liguei a TV e veio a notícia...ZAPPA TINHA SUBIDO PARA O ANDAR DE CIMA.
Abri a porta e disse para minha mãe: Dona NÍSIA, FRANK ZAPPA MORREU...
Ela muito espiritualizada deixou de fazer o que estava fazendo e veio me consolar...
NUNCA VOU ESQUECER. Esse foi "presente" que o destino me deu prestes a completar 33 anos de vida.
E nesse dia em diante decidi que ia continuar a divulgar a sua obra e finalmente chegou a internet.
E hoje em plena era do YOUTUBE, FACEBOOK, BLOG, ISSO É CONCRETIZADO.
Tornei-me seu porta-voz, divulgando seu trabalho incessantemente, virei um Zappólogo cercados de amigos Zappeiros.

Dedicado a Let's Zappalin'- A primeira e única banda brasileira e paulista que interpreta com fidelidade os seus arranjos, e ainda cria o clima apropriado em cima da obra de Frank Zappa.