Blog criado em Maio de 2010 para a produção textual sobre música, som, tecnologia e ciência da informação e casualmente política.
Comentário ofensivo e oriundo de perfil falso(como muitos) será deletado.
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Zappa...inspirado na tema "Black Napkins", teço essas linhas sobre o mestre que um dia, seduziu-me com os discos Waka Jawaka, Hot Rats, Apostrophe, Overnite- Sensation e tal...tal...tal.
O Live in New York de 77, foi o nivarna para o mundo Zappaniano.
Dos anos 70 venho Zappaniando pela estética Zappatesca e atraindo Zappistas, Zappeiros pelo mundo dos três W.O discurso sonoro do escultor de esculturas sônicas tocou e compôs sem parar ao longo da sua existência.
Para amenizar as agruras do dia-a-dia, acalentar a alma e apaziguar o espírito nada mais salutar que FRANK ZAPPA, em doses diárias, em overdose incessante do seu som.
Zappa faz parte da vida(pelo menos na minha), são mais de 40 anos ouvindo o seu som.
Zappa faz parte da vida e não tente viver sem ele.
A cada link encontro um som...que remete-me a outro, que indica um som posterior, que me leva a outros links, caminhos sonoros sendo construído com facilidade, como um GPS audiovisual ele vai indicando, sugerindo, assista de novo, recomendando, um cara postou algo cerca de dez minutos...outro atualizou seu canal... notificações chegam como a chuva que não cai no Rio de Janeiro... chuva virtual, digital, em HD.
Documentários, entrevistas, curiosidades, canais científicos, ciência, ciência da informação, tecnologia de informação...esse repositório é incansável...anos e anos, dia após dia, hora por hora...segundos...minutos, incessantemente ele parece ter vida própria, no motor de busca, a palavra chave perfeita e a informação é buscada e recuperada...
Esse texto é dedicado aos usuários que trabalham sem parar em prol de manter o repositório do Youtube funcionando 24 horas e ao GOOGLE por manter tudo isso no ar.
Vinha daquela onda toda do Primeiro Festival de jazz em Sampa, 1978. Pude ver os mestre do jazz contemporâneo como Stan Getz, Dizzy Gillespie e os expoentes da era fusion como Chick Corea, Larry Coryell e Phillip Catherine, Joe Farrel que veio tocando no grupo do Chick Corea, Grupo Um e Márcio Montarroyos como convidado, a banda elétrica de John Mclaughlin e a grande jam com Hermeto, Corea, Mclaughlin e Stan Getz, tendo como base o grupo do Hermeto que na época contava com Jovino Santos Neto, Itiberê Zwarg e Nenê na bateria e o grande Pernambuco na percussa.
Ou seja, vinha de uma carga incrível de sons e concertos e ainda respirava aquela atmosfera gerada nos anos 70.
Pois bem, vivia a década transitória e ainda plena ditadura militar que abrandava por essa época e as coisas estavam acontecendo em prol da cultura e do som de qualidade e como sempre estava presente nos concertos onde o som acontecia e soube que aconteceria o Rio Jazz Monterey Festival dentro das dependência do Maracanãzinho. O festival iria ocorrer entre os dias 14 a 17 de agosto de 1980.
E preparei-me para ver na quinta-feira dia 14 John Mclaughlin e Christian Escoudé e o tão aguardado WEATHER REPORT tocando na integra do disco duplo ao vivo 8:30, e lá fui eu com 20 anos de idade ver o Jaco em ação com Wayne Shorter, Jose Zawinull, Peter Erskine e Robert Thomas Jr na percussão...E fui arrebatado por temas como Scarlet Woman, Teen Town, Birdland, "Badia/Boogie Woogie Waltz", "A Remark You Made" e finalmente o tão aguardado baixo solo de Jaco, a clássica "SLANG". Ai jurava que estava numa dimensão paralela devida a qualidade emanada pelo grupo e mesmo com a sofrível acústica do local tudo soava com uma precisão e com aquela qualidade de disco de estúdio.
Jaco com aquele Fender Jazz Bass descascado, sem trastes, plugado com chorus, delay, overdrive elevou o instrumento aos píncaros da inventividade em quatro cordas. Estava muito perto do palco completamente vidrado nos "meteorologistas" que fizeram chover som e texturas timbristicas nunca antes ouvida e vista em Terra Brasilis.
E no dia 21de setembro de 1987, pela manhã, Jaco tinha partido para outro mundo e uma parte do meu som também findou-se .Tinha 27 anos.
John Francis Anthony Pastorius III foi-se e deixou seu legado.
Se na década transitória dos anos 80, a
música instrumental produzida no Rio de Janeiro, virou moda, muito por
conta de grandes projetos como "RIO INSTRUMENTAL" no Parque da
Catacumba, "Segundas Instrumentais" no Teatro Villa-Lobos. Muito embora
boa parte vinha travestida de uma fórmula de apelo fácil com "teminhas"
tipo Berkeley Sound" ou aquela fórmula funkeada do Lee Ritenour, Dave
Grusin, Larry Carlton entre outros.A turma que pegou a carona nessa mesmice se deu bem e deitaram e rolaram nos clichês repetidos "ad infinitum".
O verdadeiro som vinha de outras origens como Zerró Santos, Alquimia,
Divina Encrenca, Grupo UM, isso sem contar os concertos antológicos do
Hermeto e Egberto no Parque Laje, além do Marcos Resende e o GRUPO INDEX
com Sizão Machado e Wilson Meireles, Arrigo Barnabe, Grupo Pé-ante-pé,
Enfim, logo isso cansou e tudo caiu na mesmice que arrasta-se até hoje.
Como vi isso tudo in loco posso afirmar as palavras acima.
E com isso,boa a parte do som de hoje já nasce morto...alguém vai lembra-se dele daqui a pouco.??..depois...??? duvido...Eu não lembro.
Tenho
muitos amigos músicos e dos bons..o problema que mal consigo passar da
primeira faixa daquilo que produzem...soa chato de doer...No palco a
situação fica um pouco melhor, e com raríssimas exceções conseguem fazer
algo que chamo de SOM. E o mais interessante é que acreditam piamente
no que produzem, vai entender.
Segundo, Osmar Günther, O
artista tem que passar a mensagem, se comunicar, passar emoção,
interpretar. Hoje temos instrumentistas muito bons tecnicamente,
estudados, preparadíssimos, com instrumentos de 1a. linha, com tudo que é
recurso disponível, mas falta-lhes o principal. Poucos fazem a
diferença.
É a famosa música instrumental brasileira, sem pegada, sem tesão...Enfim, uma trepada mal dada.
A estética sonora proposta pelos irmãos Nazário, Lê-se Zé Eduardo Nazario e Lelo Nazário acertou em cheios várias vertentes do som mais elaborado e caiu nas graças
da turma do jazz fusion, do fechado e seleto grupo de pessoas do rock
progressivo, fez a cabeça de quem procurava um som instrumental
brasileiro que não fosse nem tão hermético como a escola Hermeto Pascoal
e nem tão contemplativo como o som Gismontiano. O GRUPO UM, soube com
sabedoria mesclar todos esses universos sonoros propostos no final da
década de 70, e o inicio dos anos transitórios dos 80.
Dedicado aos protagonistas que passaram pela ESCOLA VANGUARDISTA DO GRUPO UM:Mauro Senise, Félix Wagner, Teco Cardoso, Rodolfo Stroeter Zeca Assumpção, Frank Herzberg e Carlinhos Gonçalves(percussão)
Se
existiu a Escola do Hermeto, criativa e altamente brasileira, O GRUPO
UM tratou de ir no sentido antagônico dessa Instituição sonora, criaram
um viés muito original.
Essa
"Europearização" do GRUPO UM e a capacidade inventiva e técnica dos
seus músicos criaram um respiradouro da música instrumental brasileira
genuína.
Quando Zappa se foi fiquei apático por alguns
instantes...Ainda morava com os meus Pais e lembro-me que tinha ouvido
pela enésima vez o disco Zappa Live in New York de 77.
Trabalhava no Banco de madrugadão e quando cheguei em casa pela manhã... deitei e dormi um pouco.
Era o dia 4 de dezembro de 1993...faltando seis dias para completar 33 anos.
E logo liguei a TV e veio a notícia...ZAPPA TINHA SUBIDO PARA O ANDAR DE CIMA.
Abri a porta e disse para minha mãe: Dona NÍSIA, FRANK ZAPPA MORREU...
Ela muito espiritualizada deixou de fazer o que estava fazendo e veio me consolar...
NUNCA VOU ESQUECER. Esse foi "presente" que o destino me deu prestes a completar 33 anos de vida.
E nesse dia em diante decidi que ia continuar a divulgar a sua obra e finalmente chegou a internet.
E hoje em plena era do YOUTUBE, FACEBOOK, BLOG, ISSO É CONCRETIZADO.
Tornei-me seu porta-voz, divulgando seu trabalho incessantemente, virei um Zappólogo cercados de amigos Zappeiros.
Dedicado a Let's Zappalin'-
A primeira e única banda brasileira e paulista que interpreta com
fidelidade os seus arranjos, e ainda cria o clima apropriado em cima da
obra de Frank Zappa.
cidadão universal,planeta terra
Sobre o autor.
Nascido em 1960, no dia 10 de dezembro, esse sagitariano percebeu algo com dez anos de idade que uma energia andava solta pelo Rio de Janeiro e precisamente em Jacarepaguá onde tudo começou a música e os movimentos sociais gerados por ela logo entrou na sua vida de uma maneira completamente pessoal, abriu-se um pavilhão sonoro sem precedente dentro desse garoto que apresentava tão pouca idade e a busca na compreensão desse universo Deu-se o processo de iniciação... Da vida com computadores na década de 80, até o presente momento, o autor nunca parou de divulgar a tão criativa década de 70 e as suas formas estéticas.
Com a máquina Olivetti Lettera 22 presenteada pelo seu avô Trajano Brandão que os anos 70 foram contados dessa forma em textos, ensaios, crônicas, ficha técnica e tudo isso permeado com discos, fita cassete, do analógico ao digital, sua visão sobre os anos 70.
Hoje com advento da Internet e mais o editor de texto do word, a situação ficou melhor.