sexta-feira, 26 de agosto de 2016

O MÚSICO, TADINHO O INCOMPREENDIDO...


Com rara exceção...Eis algo que percebo entre os músicos e não é de hoje.


O que me deixa pasmo são os amigos ou conhecidos que só ligam para falar deles..Nem pergunta como você está...Eu, hein, é por isso, que ando me afastando...MÚSICO ENTÃO,...é um egocentrismo...E o mais interessante com boa parte do público tem percebido isso...
Foi-se o tempo que corria atrás deles, os tais amigos...Hoje, vivo no melhor estilo De ficar na minha. Recado dado...vai direto no alvo.
E por isso e por outras que cada vez menos frequentando concerto de música instrumental brasileira...É um excesso de individualismo que chega a dar pena...Outro recado dado...
Agora a tática é essa, te fazem o convite pelo Facebook e quando chega na porta tem que pagar ingresso,,,TÔ FORA..
Afinal de contas, não estou reclamando em pagar o ingresso.

E, sim, da forma dissimulada de escrever TEM QUE PAGAR INGRESSO. Na realidade ando é mesmo sem estimulo sonoro para a seara instrumental brasileira, bom pra quem executa e nem tanto para quem vai realmente ouvir aquele som executado pelo músico, e no final o som produzido nem fica na memória, perde-se durante o concerto, e com um detalhe, não é somente eu que percebo isso, o som tem acontecido no circuito off da cena instrumental da Praça Tiradentes ou no Armazém do Jazz em Realengo. Lugares como o "Semente" e o "Tribo OZ, apesar do alto nível...ainda fica muito aquém do que possa ser produzido. Fato que temos muito músico e pouco som ou velha máxima- Muita pose para pouco play.
 E som por som...sou mais o que rola aqui na Toca da Lapa. O que é produzido por boa parte da seara da Música instrumental brasileira ainda soa muito abaixo da linha do gráfico da produção sonora do que tenho aqui.


"Tenho uma teoria à respeito do desaparecimento da música instrumental ao longo dos anos. 

Quando eu era jovem, tipo mais de trinta anos atrás, haviam programas de música instrumental nas rádios. Nas festas, sempre curtíamos aqueles vinis com músicas de mais que dez minutos, viajávamos  naqueles sons.

Isso acabou. Hoje as pessoas fogem da música instrumental, acham "chata". Ao longo dos anos, conversando com muita gente, concluí que elas não gostam de pensar, refletir, e a música instrumental é perfeita pra isso. Elas querem uma letra pra cantar junto, uma ideia pra se agarrar. Desenvolver a imaginação, nem pensar. 
E esses músicos "cheios de si" só contribuem pra isso."
(Édi Lyra)




terça-feira, 9 de agosto de 2016

NO MEU TEMPO...

    No meu tempo...se escolhia cada disco para uma degustação sonora...não se perdia nada...nadica...eu ia anotando tudo na mente...
    E depois preenchia caderno e mais caderno da ficha técnica dos discos.
    Criei um sistema bacana de classificação e indexação para os grupos e músicos...Numa última contagem naquela época...listei mais de 5 mil músicos e dos bons...10 mil discos...Tinha até o set de equipamento utilizado...isso, entre os 11 e 12 anos...e tomei gosto...e nunca mais parei...

    No meu tempo se dizia, bicho, vamos ouvir um som?? a concentração era total, audição plena do mínimo detalhe do som apresentado...
    Hoje...aêee...vamos ouvir música?? mexe no celular, posta no facebook, rumina alguma coisa... Não absorve porra nenhuma, fora a deficiência de boa parte da produção musical..

sexta-feira, 22 de julho de 2016

MAIS SOBRE A DÉCADA DE 70...(em construção)


Os anos 70 realmente ditou o som do futuro...Ele veio se aperfeiçoando a partir da década de 50 e 60...

Já no finalzinho do anos 60, a década ímpar vinha pra ficar...
Os anos 80 foi sem dúvida a década transitória que vinha na esteira do que tinha acontecido e que preparava mais um vento da mudança para o início da derrocada sonora e cultural...A bestialização começava sua infestação de pragas culturais e musicais...A tenebrosa década de 90 ganhava força...
Na virada do século um número par adicionado com três(0) preparava ainda mais o declínio...Estamos em 2016...
Dezesseis anos do câncer cultural e musical que parece não ter cura e se espalha em todo o mundo.

Fernando Medeiros(colaboração)


 É Isso aí...mas olhe também que curioso. Se olharmos, os 70's também abriram as portas para as porcarias. O punk rock, o pop que assumiu uma cara definitivamente canalha...o pop sempre foi canalha, mas a partir dali, com os produtores ávidos por dinheiro a coisa saiu do eixo... a new wave e bandinhas que essas sim, ficaram datadas..a música e tudo o mais dos 80 são datados até os ossos. 
Sei lá, o dinheiro falou mais alto, a música se encheu de oportunistas que viram nela uma forma de se entupir de grana, um bando de gente sem talento real, uma infinidade de músicos meia bomba que jamais chegariam aos pés da geração anterior, com raras exceções...sempre tem.. e como você diz no texto, e concordo...nos 80 ainda existiam mudanças (e foi bom pra trabalhar, justiça seja feita..tudo estava fervendo novamente) e depois...a situação foi ficando esquisita.
O que  de lá pra cá realmente vale? O monte de gente tentando ser cool e emulando defuntos como se fosse coisa nova, o pseudo psicodelismo de bandas barulhentas, os moderninhos, quilos de distorção pra maquiar o que não existe, as porcarias metaleiras, a punhetação dos músicos formados em escolas...grunge, fusion sem vergonha, modernismos que nada dizem, repetição, repetição, falta de imaginação...cansei rss.



quinta-feira, 14 de julho de 2016

Sobre o serviço público, o sistema e machismo.(em construção)

Bons serviços públicos como tem em Países Sérios evitam essa ganância em que vive o Brasileiro muito por conta da falência da máquina governamental em toda a sua esfera.O desemprego é a prova cabal do fracasso do "SISTEMA".
Outra coisa referente o machismo do homem

É aceitar a intelectualidade do sexo oposto.

Quer mais machismo que isso?
Eu mesmo não fui ensinado de uma forma machista: como bater, ser bravo, não respeitar a mulher e sou grato pela educação que os meus pais me deram.
Hoje e já faz tempo sou um dos poucos homens livres de fato e de direito na linha obscura do sistema e da sociedade.
o machismo passa longe do sistema operacional Wermelinger 5.5 avariado por conta de uma crise aguda de sinusite...
Fiquei no hospital por quase um dia(ontem) fazendo check-up, o sistema está se recuperando.

Afinal de contas querendo ou não, tenho 55 anos...
Outro fato:
O País nunca vai pra frente mediante ao quadro politico e o péssimo hábito do funcionalismo público seja em esfera Municipal, Estadual e Federal.
Com raríssimas exceções, são poucos os comprometidos realmente com o seu trabalho.
Creio que 90% só se preocupam com a grana na conta.
Por conta da estabilidade, literalmente ligam o phoda-se...
É a velha máxima: O funcionário finge que trabalha..."os superiores" fingem que acreditam...a máquina corrupta vai corroendo tudo e à todos.
O assalto ao País tem uma produção contínua e frutífera...
Quem move de fato esse País é o trabalhador que acorda 5 da manhã, encara trem cheio, ônibus lotado, 8 horas de trabalho e não tem estabilidade.

Funcionalismo público só tem um jeito. FIM DA ESTABILIDADE, TODOS IGUAIS, TODOS, SEM EXCEÇÃO.
Pode ganhar mais, ganhar menos, não importa pelo fim da estabilidade, afinal de contas, são a minoria mesmo e a grande maioria não que nada além da grana na conta(com raras exceções)

Ai sim....O SISTEMA ANDA...
Em tempo pelo fim da Imunidade Parlamentar também...TODO MUNDO IGUAL...
Como é no setor privado...


É ISSO AÍ, BICHOS!!

TENHO DITO, ATESTO E DOU FÉ.

sábado, 9 de julho de 2016

JANIS:LITTLE GIRL BLUE-Documentário Curiosidades...


Durante o documentário Janis: Little Girl Blue.
Ficou elucidado o fracasso da banda KOZMIC BLUES BAND.
Janis não soube lidar com músicos contratados e profissionais
Por conta mesmo de toda aquela atmosfera.
Nesse concerto em Frankfurt foi um dos momentos bem legais, segundo a narração do filme.|



Outro dado curioso...
Janis chega em Woodstock com sua amiga e namorada Peggy Caserta as duas imersas na Heroína. 
Janis estava muito chapada e com a alta definição apresentada durante exibição é possível notar isso.
Ela praticamente foi empurrada para cantar(sabia que não podia cantar tão chapada assim).
Segundo, Peggy Caserta elas tomavam por pura diversão(Grande erro) lidar com a química do "cavalo branco".
Com certeza elas não tinham ideia de como esse "cavalo é perigoso".



Também vale ressaltar os depoimentos dos músicos do BBHC
O mais surpreendente foi do baterista Dave Getz:
"Muitos dos nossos amigos já haviam morrido por conta da heroína e Janis parecia preocupada dizendo: Eu não vou morrer. não é Dave"?
Fora isso, é bem interessante a passagem onde vai morar perto da turma do Grateful Dead.
O filme vale por tudo...



Modéstia à parte o documentário não apresentou nada que não saiba apenas elucidou fatos ainda obscuro..
Isso não coloca demérito a produção em si, muito pelo contrário é uma imersão de duas horas no universo Janis.


JANIS:LITTLE GIRL BLUE-Documentário

Muito já se escreveu sobre janis...Eu mesmo tenho uma biografia escrita pela sua irmã Laura Joplin. Agora esse "rockumentário" é um retrato fiel da carreira meteórica de Janis Lyn Joplin. Vale por tudo, pelo depoimento dos músicos do BBHC, passando por seus dois amores,David (George) Niehaus o andarilho que ela conheceu no Rio(revelações pontuais) e praticamente ele deu em cima dela e se curtiram imensamente.
Laura Joplin é a figura central da forma que contou a juventude de Janis e por ser mais velha sua participação é reveladora.
O documentário te prende a cada frame, o pequena público do Cine Santa sentiu o filme o tempo inteiro, foi revelador ver que Dick Cavett também namorou Janis. Talvez ela fosse de todos, amou intensamente, cantou desesperadamente Bob Weir do Grateful Dead em ótima forma e com bom humor tece a sua convivência com Janis em Haight-Ashbury, Country Joe McDonald que também namorou Janis surpreende pelo seu relato ela e percebe-se que foram além do estabelecido entre uma relação afetiva, afinal de contas ambos estavam em ascensão.
Bacana também foi saber os bastidores do Festival de Monterey por seu idealizador cinematográfico D.A. Pennebaker, sua participação no documentário é pontual e também reveladora.
Confesso que lágrimas desceram durante o desenrolar do "rockumentário"
E no final um bate-papo informal com o público presente já pelo lado de fora do Cine Santa
Senti o retorno daquela atmosfera. O bairro de Santa Teresa ainda respira muito daquela onda toda. O rockumentário está sendo exibido no lugar perfeito.
Janis com certeza está curtindo sua vida passada a limpo.

Obrigado, Daniel Roland por mais um toque...





quinta-feira, 30 de junho de 2016

SOBRE A FORMAÇÃO DO HERMETO PASCOAL E GRUPO DE 1974 A 1993.

Hermeto Pascoal, um gênio de fato que sempre se cercou da nata de grandes instrumentistas, foi assim com a formação dos anos 70, que soava como uma mini big-band(zé eduardo Nazário, Lelo Nazário, Zé Carlos, Oberdan Magalhães, Mauro Senise, Raul Mascarenhas, Márcio Montarroyos, Zé Carlos, Aleuda...
Além da formação com Cacau e Nivaldo Ornellas todos  com suas carreiras em curso...
Em 77, uma formação entrou em processo embrionário em torno do recém formado biólogo Jovino Santos Neto, Itiberê Zwarg e Pernambuco, até a chegada de Carlos Malta e Márcio Bahia que viria ser segundo, os especialistas em  música, a melhor até hoje... Sendo tema  de pesquisa em Dissertação e Tese no meio acadêmico em Universidade Federal.
.De fato essa formação teve uma vida longa de 1981 a 1993 com ensaio de segunda a sexta de 14:00 às 20:00h o que catapultou a carreira do próprio Hermeto que conseguiu fazer dessa formação um leque sonoro de possibilidade em cima da sua composição altamente criativa.O grupo fazia longas tournées na Europa onde encontrou um viés para escoar sua produção e ao mesmo tempo seus músicos foram criando uma linguagem completamente nova no quesito da improvisação onde cada concerto ia variando de três a cinco horas de duração e um diferente do outro.
Nessa época o Grupo do Hermeto estava afiadíssimo com seus protagonistas voando em pleno palco, o inusitado era a tônica dessa formação com uma abertura free onde o tema ia sendo introduzindo para mais tarde, já no ápice da abertura de cada concerto, Hermeto aparecia sendo ovacionado e adentrava numa improvisação sem igual no sintetizador Yamaha DX7 com frases criativas, carregada de bom humor e o grupo dando o suporte necessário, onde diversas pontes eram estabelecidas para o improviso coletivo dos músicos. Era festa sonora de música brasileira instrumental altamente criativa e única.
Em 1993, com a saída da linha melódica(Carlos Malta) e do elemento da harmonia(Jovino Santos Neto) que embarcou com a família nesse mesmo ano para Seattle e seguir por lá sua trilha de educador, músico e interprete dos temas do grande Hermeto Pascoal, seria necessário encontrar uma substituição de peso para tal fim e continuar a rotina de ensaio(exaustivo) e concerto no Brasil e no Exterior.
Pois bem, nessa saída entraram dois músicos da pesada, Rafael Vernet no piano e Eduardo Neves(uma cria direta do som do Hermeto), ele mesmo vivia mergulhado na famosa jam de sexta-feira no longínquo bairro do Jabour. Essa formação pouco se falou por conta de sua duração de nove meses aproximadamente, praticamente cumprindo datas no exterior e alguns concertos pelo Brasil.
Os dois instrumentistas de fato cumpriram o seu papel na substituição dos músicos que haviam saído para seguir suas carreiras. Rafael Vernet além de exímio pianista tocou tudo que o Hermeto escreveu e com uma improvisação fluente devido a sua formação jazzística. Por conta disso, indo além da linha de execução do pianista anterior... Eduardo Neves, como cria direta se deu muito bem executando a parte melódica que outrora tinha sido tocada e muito bem por Carlos Malta.
De fato essa formação passou um pouco velada e do nada o autor desse texto resolveu contar um pouco do que foi esse momento transitório
 Em relação ao grupo formado posteriormente a essa, o autor não tem base para escrever sobre o assunto muito  por conta do seu próprio afastamento da seara chamada HERMETO PASCOAL E GRUPO.